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Biopolítica: o poder médico e a autonomia do paciente em uma nova concepção de saúde

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Resumo

O presente trabalho pretende articular a crítica de Foucault ao que este chamou de “medicalização autoritária de corpos e doenças” ao conceito espinosano de aumento da potência de agir, tendo como horizonte uma reflexão sobre a questão da autonomia dos indivíduos. Se propõe, para isso, a refletir critica e genealogicamente sobre a concepção de saúde e de cura presentes na prática médica atual, assim como sobre o poder médico e a concepção mecanicista e cientificista do corpo e da enfermidade a ele atrelada. A esta concepção, contraporemos uma noção canguilhemiana de saúde ligada à normatividade e de cura ligada à reabilitação. A partir destes deslocamentos, repensaremos as práticas médicas atuais, assim como as concepções de promoção da saúde e de prevenção.

Palavras-chave: medicalização, autonomia do paciente, biopolítica
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Abstract

This paper aims to associate Foucault’s critical discussion of the “autoritative medication of bodies ans diseases” to Spinoza’s concept of the increase act power. We propose a critical and genealogical reflection about the conception of health and cure on the present medical practice analysing it’s relation with the mechanistic conception of body and its consequent notion of illness. We also present Canguilhem’s notion of health as an opposite position that permits we think over individual autonomy.

Key words: medication, patient autonomy, biopolitics

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Martins, A. “Biopolítica: o poder médico e a autonomia do paciente em uma nova concepção de saúde. Revista Interface: Comunicação, saúde, educação (ISSN: 1414-3283), v.8, n. 14, fev. 2004.

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